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CARTA ABERTA DOS ENXADRISTAS DO RIO DE JANEIRO

Postado Por Paulo Henrique de Faria em 21 de agosto de 2014 | 10:57

A seguir compartilhamos uma carta que está circulando na internet, onde enxadristas do RJ expõem supostas evidências de super ganhos de rating FIDE de forma no mínimo dubitável...

1431- CARTA ABERTA DOS ENXADRISTAS DO RIO DE JANEIRO

Queremos transparência e mérito!
Carta aberta dos enxadristas do Rio de Janeiro aos dirigentes

Movidos por episódios que entendemos estranhos aos valores que preconizamos para o xadrez fluminense, decidimos por bem escrever esta carta aberta à comunidade. Importante que se frise que os fatos que serão relatados a seguir não pretendem promover discriminação, discórdia, ruptura e muito menos segregar quem quer que seja. O xadrez no Rio de Janeiro – e consequentemente seu atraso perante boa parte do Brasil – já tem sofrido o suficiente nos últimos anos para querermos acentuar seus males.
Vamos nos ater simplesmente aos fatos e às bases abertas de informação, sejam elas do xadrez ou de órgão públicos do país. Evitaremos os adjetivos, focaremos apenas nos substantivos. O cruzamento dessas informações vai produzir as evidências que tanto nos chamaram a atenção e que, per si, deveriam ser suficientes para uma ação de esclarecimento do enxadrista envolvido, da Confederação Brasileira e, por que não, da Federação do Rio. Mas antes, para darmos o contorno, é necessário fazer uma pequena digressão sobre as bases na qual o xadrez de competição está inserido.
Talvez hoje, mais do que nunca, o rating internacional seja a principal ferramenta que o enxadrista que compete em torneios tem para ser avaliado. A valorização do rating internacional é fruto de uma estratégia bem pensada pela FIDE para unir toda a categoria numa mesma base de comparação. Uma das vantagens disso, para ela, é que a inscrição na lista de rating passou a gerar recursos financeiros antes impensáveis. Cada atleta paga em média 35 dólares por ano para manter-se ativo. Para requisitar um título de Mestre Internacional, o candidato paga quase 250 dólares. Só de jogadores do Rio há cerca de 750 nomes no cadastro da CBX, embora talvez apenas 10% mantenham seus status ativos. E se há uma característica fundamental para o sustento desse sistema, ela chama-se mérito! Sim, a palavra-chave que sustenta toda a “indústria” do rating internacional chama-se mérito. De certa forma, perseguir o rating é hoje a força que move peças e paixões.
A democratização do rating é evidente: se nos anos 1980 somente jogadores com força para atingir 2200 pontos possuíam registros na lista internacional, hoje, qualquer iniciante disposto a pagar as taxas vai ganhar sua ficha e jogar para ser avaliado. Por trás da adesão crescente, as federações locais viram os seus rankings perder valor. É assim mesmo, nada de errado, a globalização também provoca seus efeitos no xadrez.
Entretanto, há uma contrapartida na qual os atletas – e aqui estamos nós! – podem e devem cobrar. Aumentou a responsabilidade dos gestores em manter este modelo imune a qualquer tipo de distorção que impacte nos números. Claro, paga-se para competir e espera-se ser medido de forma justa, exclusivamente pelo mérito. Tanto o é que a FIDE, numa atitude correta, passou disponibilizar em seu portal, de forma aberta e individual, todos os cálculos. Ter um bom rating é, para muitos jogadores, mais importante do que ganhar torneios. Nem precisamos ressaltar que os poucos profissionais que retiram seu sustento no xadrez contam com a lisura do sistema para ganhar reconhecimento e assim tocarem a vida. Tanto para o rating quanto para a conquista de normas e titulação.
Chegamos então ao ponto que nos levou a escrever esta carta. Trata-se de uma variação muito fora do padrão do rating de um atleta do Rio de Janeiro, que vem provocando o estranhamento de muitos participantes da comunidade enxadrística. O atleta em questão é...continue no blog original

Fonte:Maiakowsky



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