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1- d4 f6 (Defesa Mariamolez - Um empate histórico)

Postado Por Paulo Henrique de Faria em 14 de fevereiro de 2014 | 10:42

Esta pouco conhecida Defesa, foi criada por brasileiros e empregada algumas vezes em torneios, muitos a chamam de Defesa Maria-Mole, mas abaixo veremos a origem do nome e um exemplo prático de um dos criadores da defesa contra ninguém menos que o ex-campeão mundial Borys Spassky. E o resultado da partida foi um empate, onde Spassky teve de lutar para segurar a partida.









Defesa MariaMolez
Lá pelos anos de 1978, quando eu jogava por Cubatão (a primeira cidade que defendi, tive o privilégio de atuar ao lado dos dois jovens talentosos e geniais, tão dedicados, tão estudiosos,, que chegaram a desenvolver durante um bom tempo – mais de dois anos – a surpreendente “Defesa MariaMolez”: 01-..., f6 (P3BR), contra qualquer lance inicial das brancas.
O nome da defesa resulta da fusão de parte do nome de seus criadores, José Maria Teixeira, 38 anos, fiscal de tributos e professor, e Sérgio Francisco PontreMolez, 32 anos, geólogo. Hoje, infelizmente, nenhum dos dois pratica xadrez a nível de competição, o que é uma pena, pois conseguiram resultados expressivos ao longo de mais de 10 anos em que participaram de torneios, em muitos deles empregando a defesa que criaram.

Teste contra Spassky
Embora reconhecendo o trabalho que fizeram, eu não cheguei a me interessar por ele na época, mas guardei cópia de uma matéria do “Jornal da Tarde”de 1979, que traz uma partida na qual PontraMolez utilizou a defesa diante de Boris Spassky, numa simultânea no Hilton Hotel, em São Paulo, e o ex-campeão mundial teve que lutar muito para empatar com ele em 45 lances. É interessante frisar que Pontremolez, recusou oferta de empate feita por Spassky no 12º  movimento. No entendimento de Pontremolez, naquela oportunidade, a “Defesa MariaMolez” apenas aparentava enfraquecer o roque pequeno e a ala do rei, porém a posição era de igualdade.

A partida
Vamos ver o desempenho da defesa, na única vez em que foi empregada diante de um GM. Pontremolez errou ao jogar 29...Cd6. Se houvesse mantido o par de cavalos, teria grandes chances de vitória.


Este texto foi publicado na Revista Brasileira de Xadrez Postal em maio de 1996 página 13 por Estevão Tavares Neto.

Nossos agradecimentos a todos os responsáveis por tal produção.

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