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Fernanda Rodrigues e Arthur Chiari são destaque em matéria no globoesporte.com

Postado Por Paulo Henrique de Faria em 13 de novembro de 2013 | 10:49

Os jovens enxadristas mineiros, Fernanda dos S. Rodrigues e Arthur G. Chiari são destaque em matéria do globoesporte.com devido ao excelente resultados de campeões dos Jogos Escolares da Juventude que ocorreu em Belém do Pará, onde ambos, enxadristas mineiros se consagraram campeões... Acompanhe todos os detalhes abaixo:


Campeões do xadrez dispensam título de gênios: 'É muito útil na nossa vida'


Medalha de ouro nos Jogos Escolares da Juventude em Belém, no Pará, estudantes de Minas Gerais incentivam a inserção do ensino da modalidade nas escolas

Por Juliana Vicente Direto de Belém, Pará

Quem olha para os rostos concentrados dos estudantes nas partidas de xadrez normalmente fica tentado a classificá-los como gênios. Acostumados a escutarem esse tipo de comparação, Fernanda Rodrigues, representante do SESI, e Arthur Chiari, do SEBRAE, ambos medalha de ouro por Minas Gerais na edição de Belém dos Jogos Escolares da Juventude, fogem do adjetivo e incentivam a ideia de que a modalidade pode ser praticada por qualquer um. 
- O xadrez é um esporte de certa forma elitizado, mas há uma igualdade muito grande no tabuleiro. Não importa o seu peso, a sua altura, sua cor ou renda financeira, e vejo que isso integra muito. O xadrez escolar deveria crescer mais porque não tem só o benefício de unir as pessoas, ele ajuda em cálculo, na probabilidade, e isso é muito útil na nossa vida. As pessoas me falam que eu sou um gênio, mas isso não é verdade. 
Fernanda se concentra antes da partida de Xadrez nos Jogos Escolares da Juventude (Foto: Rodirgo Capelo)
  

A estudante mineira de 17 anos começou a se interessar pelo esporte aos cinco e, ao ver um tabuleiro, pediu ao pai para aprender a jogar. 
- Eu comecei com cinco anos, quando morava no interior de Minas Gerais. Estava passando na frente de uma papelaria e eu vi um xadrez daquele bonitos e eu perguntei para o meu pai o que era aquilo e pedi para ele me ensinar a jogar e a partir dai eu não parei mais - contou Fernanda. 
O mesmo aconteceu com Arthur Chiari, que começou a praticar a modalidade um ano mais tarde que sua conterrânea.
- Eu vi um tabuleiro na casa do meu tio e comecei a me interessar pelo jogo. Perguntei para o meu pai o que era, e ele me respondeu que era um xadrez. Fui aprendendo com ele durante um tempo, e depois disso ele me pôs em um lugar para treinar. Comecei a ganhar alguns torneios e a estudar sério - disse Arthur.

Arthur se prepara antes de enfrentar o adversário nos Jogos Escolares (Foto: Rodrigo Capelo)

Fernanda foi já foi campeã mineira, brasileira, conquistou o sétimo lugar no Pan-Americano de 2010 e afirmou que, antes de um ter patrocínio, era bancada pelos pais para poder participar das competições, que geralmente acontecem em hotéis e têm um custo elevado. A atleta ainda apontou a falta de apoio ao esporte. 
- Se até nos esportes coletivos a dificuldade é grande para conseguir patrocínio, você imagina no xadrez. Eu consegui um bom patrocínio que está acabando esse ano, mas sou uma das poucas que têm esse privilégio. Todo mundo vai do próprio bolso. Meu pais já pagaram muitas viagens e o ruim é que as competições de xadrez acontecem sempre em hotéis. Não temos muito gasto com material, que pode durar a vida toda, mas o custo pra ir nas viagens é muito grande - afirmou Fernanda. 
Mesmo sem muitos movimentos físicos, o xadrez pode levar o atleta ao desgaste mental. A partida mais longa de Fernanda durou cinco horas. Arthur foi um pouco além e enfrentou seu oponente por seis horas na disputa do Pan-Americano de 2010, do qual saiu campeão, mas segundo os estudantes, a necessidade de concentração por períodos longos ajuda no rendimento escolar. 
- A facilidade que eu tenho para aprender na escola é muito maior em relação a alguns dos meus colegas, justamente porque eu fui acostumada a gravar coisas, memorizar e a entender o porquê das coisas - disse Fernanda. 
Para o técnico Matheus André, de Minas Gerais, o que falta é incentivo ao esporte no Brasil, já que a modalidade pode ser praticada por qualquer pessoa. 
- As pessoas acham que é elitizado porque os competidores ficam em silêncio e muita gente acha que é de difícil acesso para todos. Eu trabalho com crianças carentes em 12 escolas públicas e consigo ver resultado através do meu trabalho. Todos eles têm muito talento, basta apenas incentivo.


Fonte:
GloboEsporte
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