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Desabafo de um Enxadrista!

Postado Por Paulo Henrique de Faria em 5 de junho de 2012 | 11:08

Ao acompanharmos os inúmeros blogs e sites dos amigos enxadristas, encontrei esse texto que chamou muito a minha atenção pela forma de desabafo e gostaria de compartilhar com nossos leitores para refletir. Seu original em espanhol se encontra em AjedrezTenerife. Não compartilhamos em virtude de concordar ou não com o fato, mas por poder mostrar novas perspectivas de se entender o xadrez e o movimento que tem sido dado e a diferenças ideias a respeito do que deve ou não haver nos matchs valendo o título mundial.


O match da vergonha

Como estava certo Bobby Fischer, quando falou sobre os escrúpulos ou falta deles no mundo do xadrez!

Como um exemplo, neste match de 2012 ficou  plenamente demonstrado que os acordos tácitos entre os jogadores de xadrez de elite existem, infelizmente para os grandes fãs como eu que lhes escrevo.
Anand e Gelfand não merecem estar onde estão.

Acredito que ambos são personagens "e" já fora de moda, ultrapassados, ambos mais dirigidos pela FIDE do que nunca, e que desde o tempo de Florêncio Campomanes, a FIDE nunca recuperou o curso que a distância de um caminho íntegro, correto.

Há que abrir caminho para novas gerações, sem dúvida, liderada pelo GM norueguês e ranking número um do mundo, Magnus Carlsen! (Com a F.I.D.E ou fora não importa).

Eu não gostei da avaliação ao final do match feita pelo GM oito vezes campeão da Espanha, Miguel Illescas, no ICC, para justificar o tiebreak rápido dizendo que agora pela primeira vez na história do Campeonato Mundial teremos a oportunidade de ver um campeão mundial no tabuleiro, pois antigamente com empates, era o atual campeão, que ficava com a coroa. O GM catalão disse que pelo menos agora, com este modo mais rápido o tiebreak consiste em 4 jogos rápidos 25/10 e, em caso de empate haveriam mais 2 jogos rápidos 5/3 e um Armagedom (5 min. Branco e 4 min. Black) e assim se proclamaria o campeão mundial.

Tomando o exemplo e isso se aplica a qualquer um dos grandes matchs anteriores como entre Botvinnik e Bronstein em 1951, percebemos que além de ser praticamente o mesmo em "24 jogos", A média das jogadas das partidas foi de 49 movimentos por jogo, em comparação com a figura ridícula deste vergonhoso jogo "Billionaire", apresentado na Galeria Tretyakov, em Moscou, marca, apenas 29 movimentos por jogo.

Isto é, em 1951, durou uma média de 20 movimentos mais. Os jogadores eram muito mais decentes do que os de hoje e muitos mais embates foram travados. A terceira partida por exemplo, durou 63 movimentos, Botvinnik venceu a sexta em 57. A sétima que Botvinnik venceu mais uma vez foi em 66. A décima durou 55 movimentos. A 13 ª, 57. A 14 ª, 66 movimentos. A 16ª durou 75 movimentos com as pessoas a aplaudir em pé ambos os gladiadores do tabuleiro. A 18 ª durou 58 movimentos. A 19 ª, 60 movimentos com vitória de Botvinnik. E na 21ª  veio a vitória Bronstein após 64 lances (um para cada casa do tabuleiro). Botvinnik venceu a 23 ª em 57 jogadas.

Em suma, aqueles eram realmente grandes homens e os que apoiaram este jogo, queriam que eles assim o fossem.

Na quarta-feira 30 de maio teve inicio a jornada de desempate a partir das 10.00 h. am (Madrid tempo - Espanha).

Esse que aqui vos escreve, por uma questão de honra e de princípios, não cobriu esse evento, porque na minha opinião, um Campeonato do Mundo "sério" nunca deve terminar desta maneira, em forma de uma "rifa".

O xadrez não é o futebol. E mesmo se fosse, quando no futebol há as penalidades, antes para isso os jogadores suaram muito a camisa no tempo normal (e só após uma prorrogação é que tem os penaltis), e aqui em Moscou, nada aconteceu, porque Anand e Gelfand terminaram todas as suas partidas, "frescos como uma alface".

Para este observador, então, o conhecido torneio Tretyakov chamado por mim (e com razão!) desde o primeiro dia, "Match de la Verguenza" terminou.

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+ comentários + 1 comentários

5 de junho de 2012 13:03

Como um amador que gosta de lê e acompanhar vários blogs de xadrez, já vi outros comentarem algo do tipo mesmo... esse match não teve o brilho nem a emoção que foi por exemplo o "campeonato brasileiro 2011 de xadrez no qual o Rafael Leitão ganhou". Em comparação de um com o outro nem se fala a imensa diferença.

Como nosso amigo citou no texto seria muito prazeroso para os fãs ver um match entre 2 do top 5 da FIDE, tanto na qualidade das partidas como financeiramente para os organizadores.

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